ABSTRAÇÃO E NATUREZA: O ESTADO DE DIREITO VISTO DE UMA PERSPECTIVA SPINOZISTA
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Biografia do Autor
Modesto Gómez-Alonso, Universidad Pontificia de Salamanca
Doctor en filosofía por la Universidad Pontificia de Salamanca (2003). Profesor Encargado de Cátedra en la Facultad de Filosofía de la Universidad Pontificia de Salamanca / Visiting Researcher at the University of Edinburgh. Grupo de investigación LEMA: “Points of View, Dispositions, and Time. Perspectives in a Fluent World of Dispositions”. Proyecto de investigación en el que se inscribe el artículo: En torno a la persona. Dualismos antropológicos y comunicación humana: S03FLT-06K05. Miembro de la British Wittgenstein Society, de la European Society for Analytic Philosophy, de la Sociedad Académica de Filosofía, y de la Sociedad Española de Filosofía Analítica
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Resumo
O objetivo deste artigo é projetar luz sobre a significação histórica da teoria política
de Spinoza, mostrando que, no que diz respeito à explicação dinâmica do poder e
da natureza das entidades políticas, ela compete com teorias rivais de inspiração
contratualista, com vantagem, e é capaz de superar as ambiguidades e contradições que assolam as concepções modernas da lei. Mediante uma leitura atenta dos textos, o argumento que a análise metafísica de Spinoza leva a cabo, para determinar a natureza, as condições e o alcance do poder do Estado, lhe permite eludir alguns dos dualismos (direitos / lei; eficácia / legitimidade; liberdade / contrato social) característicos do pensamento político contemporâneo. Para Spinoza, na medida em que o consentimento geral é um requisito inerente ao poder, e em que, portanto, uma soberania intransferível recai sobre a coletividade, seu pensamento rompe com um modelo contratualista das normas políticas ainda vinculado a concepções abstratas de ordem platônica. A perspectiva spinozista pode conciliar, assim, a dinâmica do poder com a liberdade.
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