Fenomenologia e teologia da libertação: o giro teológico na teologia da américa latina
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Resumo
O tema do giro teológico já constitui para nós uma verdadeira tradição acadêmica que tem contribuído para dar um ar novo às nossas disciplinas humanísticas e, em particular, à nossa teologia. Como bem se sabe, devemos esta expressão "giro teológico" ao filósofo francês Dominique Janicaud (1937-2002), que a utilizou para questionar o desenvolvimento que alguns filósofos franceses vinham dando à fenomenologia. Janicaud considerava que esses filósofos haviam levado a fenomenologia a ocupar-se de algo que não constitui propriamente seu objeto, de algo que pertence com propriedade à disciplina que tem como objeto a busca do logos da fé, a teologia. Tais filósofos teriam convertido, assim, em objeto da fenomenologia o fenômeno da revelação, com tudo o que ela implica, o "fenômeno saturado", como dizemos agora, utilizando a expressão de Jean-Luc Marion, e que compreendemos como objeto de experiência e, em especial, de experiência mística.
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