O uso do Antigo Testamento na Carta de Paulo aos Filipenses
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Resumo
O presente artigo considera a Carta de Paulo aos Filipenses como oportunidade de ensino, incentivo e encorajamento; apontamentos distintivos do Apóstolo dos Gentios (Rm 11,13). Procura pôr em evidência essas características a partir do uso de textos do Antigo Testamento, seguindo o método G. K. Beale, em seu Manual do uso do Antigo Testamento no Novo Testamento, e da obra de R. B. Hays, Echoes of Scripture in the Letters of Paul. A partir do método utilizado para identificar o uso do Antigo Testamento (AT) no Novo Testamento (NT), busca-se saber como o apóstolo Paulo empregou e interpretou as alusões e ecos dos textos veterotestamentários que marcam e influenciam sua redação. Além disso, busca-se compreender o modo como essas passagens foram vistas por Paulo, como elas contribuíram e influenciaram o apóstolo nos momentos em que a carta foi escrita, diante da realidade da comunidade que a recebeu, fazendo sempre uma releitura desses textos, no cotidiano de sua vida comunitária, a partir da realidade concreta da vida da Igreja de Filipos. Busca-se também examinar com atenção dois pontos: a análise do hino cristológico, em Fl 2,10-11, e a relativa questão sobre a unidade dessa carta tida como autenticamente paulina. Dessa forma, o texto se propõe como um auxiliador na compreensão do uso do Antigo Testamento no Novo Testamento, que maciçamente se dá a partir da LXX e não do Texto Hebraico, como se constata igualmente em todo o Novo Testamento e não apenas para as cartas paulinas.
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