A civilização da imagem e a urgência de uma imaginação ética

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Juan David Vélez Gómez
https://orcid.org/0009-0001-6255-8419

Resumo

Este artigo examina como a civilização contemporânea da imagem — caracterizada pela saturação visual, pela padronização afetiva e pela instrumentalização do olhar — impõe obstáculos específicos à imaginação ética. O principal objetivo desta pesquisa, de caráter teórico-analítico, é examinar tais obstáculos — a erosão da empatia narrativa, o enfraquecimento do juízo crítico e o fechamento de horizontes simbólicos compartilhados — e reivindicar a dimensão ética da imaginação como força transgressora. O marco conceitual situa-se na interseção entre a teoria social — sociedade do espetáculo, simulacro, sociedade pornográfica, sociedade das telas — e a filosofia da imaginação, retomando, entre outros autores, María Noel Lapoujade. A metodologia empregada para sustentar a tese consiste em uma análise conceitual em três momentos: primeiro, uma análise do regime do visível e de suas formas de interpelar a imaginação; segundo, um percurso histórico-filosófico do conceito de imaginação; e terceiro, uma exploração do potencial da imaginação ética. Os resultados desse percurso demonstram que a imaginação ética, entendida como faculdade situada e encarnada, permite construir narrativas coletivas, reconhecer a alteridade e projetar futuros possíveis. O artigo conclui que a imaginação ética não é uma evasão da realidade, mas uma condição de possibilidade para sua transformação, sendo uma das implicações do estudo a urgência de seu cultivo, a fim de resistir à homogeneização das lógicas visuais dominantes em favor de sociedades mais livres, empáticas e plurais.

Palavras-chave:
Imaginação, Ética, Consumo, Liberdade, Empatia, Bem comum, Pluralidade

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