Prevalência de enxaqueca e caracterização de uma população estudiantil universitária, medellín, 2014

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María Carolina Portela Fernández
Daniel E Becerra Uribe
Juan Pablo Zapata García
José David Martínez Gaviria
Libia María Rodríguez Padilla

Resumo

Objetivo: determinar a prevalência de enxaqueca e as características epidemiológicas e clínicas numa população universitária de Medellín, 2014


 Metodologia: estudo transversal descritivo. Se entrevistou uma amostra de estudantes maiores de 18 anos, matriculados nas distintas escolas de uma instituição privada, quem deram seu consentimento verbal para participar no estudo. A enquete foi desenhada tendo em conta os critérios diagnósticos de enxaqueca da Sociedade Internacional de Cefalea (IHS) versão beta 2013, e outras variáveis de interesse (sócio-demográficas, comorbidades, antecedentes familiares e tratamento).


Resultados: se entrevistaram 650 estudantes cuja a idade média foi de 21 anos (faixa interquartílico: 19-23 anos), 427 (65.7%) eram do sexo feminino. A prevalência de enxaqueca foi de 27.7%; nestes, os antecedentes pessoais mais frequentes foram cólon irritável (24.4%) e transtornos depressivos (8.9%); 103 (57.2%) tinham antecedente familiar de enxaqueca e um 51% já havia sido diagnosticado por um médico. Os desencadeantes mais comuns foram períodos longos de jejum (71.3%), períodos curtos de sono (69.1%) e época de provas (63.8%); 168 (93.3%) estudantes referiram o uso de analgésicos para conseguir melhoria da cefaleia e só 44.6% destas medicinas foram formuladas por um médico. Os medicamentos mais usados para a prevenção das crise foram naproxeno (19.6%%) e propanolol (12.3%) e para o alivio da dor foram acetaminofen (70.8%) e ibuprofeno (44.4%).


Conclusoes: se observou uma prevalência de enxaqueca maior à reportada na população geral e a presença de fatores tradicionalmente descritos com esta patologia.

Palavras-chave:
enxaqueca, enxaqueca sem aura, prevalência, estudantes, automedicação

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Referências

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