Experiência preliminar no uso do registro de fertilidade em um coorte de pacientes de infertilidade num Serviço de ginecologia e obstetrícia
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Resumo
Objetivo: estudar os resultados das pacientes com infertilidade tratadas com um enfoque de medicina restaurativa (naprotecnologia) em um serviço de ginecologia y obstetrícia.
Metodologia: estudo de coorte retrospectivo realizado pelo departamento de obstetrícia e ginecologia da Universidad de los Andes (Santiago, Chile) em pacientes com infertilidade de uma área suburbana de Santiago de Chile, que receberam tratamento entre 2006 e 2014. Todas os casais receberam instrução para reconhecer seu período de fertilidade segundo um modelo local de ensinamento, baseado no modelo Creigthon (Creigthon Model FertilityCare System). Receberam, ademais, tratamento médico para indução de ovulação, melhoramento do período fértil ou cirurgia reparadora. A medição primária foi o número de gravidez.
Resultados: 131 pacientes receberam a instrução. A média de idade foi de 33.6 anos. 78 pacientes (59.5%) consultaram por infertilidade primária; 53 (40.5%), infertilidade secundária. O tempo de infertilidade do grupo foi de 4.1 anos. A média de uso do método foi de 12.6 meses (mediana, 9 meses). As causas de infertilidade identificadas foram anovulação (50.4%), tubo-peritoneal (18.3%), endometriose (14.5%), uterino (9.2%), cervical (8.4%) e masculino (19.1%). Houve 33 gravidezes (25.2 global). A proporção crua de gravidezes aos 24 meses foi de 22.9% e a ajustada por tabela de vida aos 24 meses foi de 40 por 100 casais.
Conclusões: o enfoque de medicina restaurativa é efetivo para conseguir gravidezes mas requere de um manejo longitudinal a longo prazo. O abandono precoce do uso do registro de fertilidade afeta a eficácia do enfoque. Se requere de maior investigação para otimizar o manejo médico.
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Referências
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