Caracterização das transferências médicas não regularizados desde diferentes instituições prestadoras de saúde ao Hospital Pablo Tobón Uribe de Medellín, no ano 2017

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Jaime Andrés Giraldo Hoyos
Tatiana Arroyave Peña
Andrés Felipe Naranjo
Yeimy Katherine Lopera

Resumo

Objetivo: as transferências não regularizadas são aquelas nos quais se transferem pacientes a instituições prestadoras de saúde (IPS) de maior complexidade, em busca de recursos e que, por motivos administrativos ou próprios do transferido, se requerem com urgência, omitindo o conduto regular da remissão. O objetivo desta investigação é estabelecer a razão pela qual se realizam estas transferências a uma instituição de alta complexidade, descrever as características clínicas destes pacientes e da transferência, assim como os aspectos administrativos, a disposição final e os recursos utilizados.


Metodologia: se realizou um estudo observacional descritivo, onde se revisaram os pacientes ingressados, desde janeiro a dezembro de 2017, como transferências não regularizadas, a um hospital de alta complexidade da cidade de Medellín.


Resultados: o principal motivo da transferência é o risco vital, com 46% dos casos; seguido da falta de recurso, com 42%; onde o especialista médico foi o principal recurso utilizado, com 34%. A patologia médica é o diagnóstico mais frequente do traslado. Em sua maioria, as transferências não regularizados provém da baixa e média complexidade, com um 96%. Com respeito à disposição final dos pacientes, 63% são dados de alta e 13% falecem na instituição.


Conclusões: não existe literatura nem estudos sobre transferências não regularizados neste meio, nem dados precisos, nem razões pelos que ocorrem. Se assume que se dá por trâmites administrativos, mas é o risco vital o que leva ao pessoal médico a transferir, em busca de um recurso de maior complexidade.

Palavras-chave:
transferência de pacientes, gestão de riscos, recursos em saúde

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Referências

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