Relevância da memória de Maria Madalena como testemunha e apóstolo

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Carmen Bernabé Ubieta

Resumo

Maria Madalena foi uma figura saliente do cristianismo primitivo. Sinal disso é a transformação que sofreu nos distintos escritos, tanto canônicos como apócrifos. Ainda que muitas das referências que se encontram são parcas, elas revelam as tensões internas entre distintos grupos do movimento reunido em torno de Jesus. Segundo os dados dos evangelhos, ela foi discípula de Jesus, testemunha qualificada da ressurreição, receptora da primeira aparição do Ressuscitado e enviada pelo próprio Ressuscitado com um encargo apostólico. Não obstante, seu nome foi invisibilizado em algumas fontes, sua liderança negada e sua importância relegada. Finalmente, por volta do séc. VII, foi apresentada como uma prostituta arrependida. As causas desta transformação de sua memória nem sempre são evidentes, mas as fontes fornecem dados que ajudam a deduzir muitas delas.

Palavras-chave:
Maria Madalena, Novo Testamento, Evangelhos apócrifos, Cristianismo primitivo, Autoridade apostólica, Memória

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Biografia do Autor

Carmen Bernabé Ubieta, Universidad de Deusto (Bilbao, España)

Doctora en Teología Bíblica por la Universidad de Deusto (Bilbao, España). Profesora titular de N.T en la Facultad de Teología de la Universidad de Deusto. Subdirectora de la Asociación Bíblica Española (ABE); Presidenta de la Asociación Española de Teólogas (ATE).

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