Crença Religiosa, Evidencialismo E Teísmo Cético
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Resumo
O objetivo deste artigo é desenvolver uma linha de defesa de uma crença
religiosa (CR) na existência de Deus, de tal modo que seja viável sustentar
que é: i) uma crença racional e ii) não dependente de evidência contingente.
Se isto é correto, uma consequência posterior será que a postura denominada
novo ateísmo (new atheism) não é uma postura racional e corresponde a um
reducionismo evidencialista (que só a evidência é razão para crer, neste caso, na
existência de Deus). Para isto é discutido, em primeiro lugar, em que sentido
o que Priest (1998) entende como crença contraditória racional (CCR) não
é aplicável a um caso de CR. Logo, é analisado o denominado novo ateísmo
(Fumerton, 2013) e a principal razão pela qual ele sustenta a irracionalidade
da CR, a saber: evidência contra a racionalidade da crença na existência de
Deus, o chamado argumento evidencialista do mal. Esta via corresponde a um
reducionismo evidencialista e descarta as razões de fé (RsF) como uma via de
defesa a favor da existência de Deus. Desenvolve-se uma argumentação de que
isto é um erro: as razões de fé são razões válidas, racionais, em favor da crença
na existência de Deus. Finalmente são discutidos os alcances do teísmo cético
e a razão principal pela qual parece plausível sua rejeição.
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