Lógica e ontologia: o princípio de identidade pensado a partir da ontologia realista de Markus Gabriel
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Resumo
Este artigo propõe uma revisão crítica do problema filosófico da identidade entre um sistema lógico-formal e a ontologia – entendida como a disciplina filosófica encarregada de questionar o significado da existência – para propor as implicações modais da ontologia realista dos campos de sentido de Markus Gabriel como a opção teórica mais plausível para esse problema. Parte-se, inicialmente, da posição negativa quanto à impossibilidade de uma identidade absoluta sem um trabalho prévio de interpretação de ordem semântica. O artigo propõe revisar criticamente os sistemas ontológicos que se identificam com sistemas lógico-formais, como a ontologia de Alain Badiou, para argumentar por que não conseguem realizar de maneira plausível tal identidade; em seguida, adota-se a posição positiva da possível identidade entre lógica e ontologia com base na ontologia dos campos de sentido, que traça o caminho para uma teoria ontológica da identidade ao interpretar, semântica e ontologicamente, o princípio de identidade. Essa ontologia propõe que os objetos se apresentem sob a forma lógica das descrições, de modo que a identidade de um objeto se dá como correspondência entre este, entendido como um particular, e o campo de sentido no qual aparece em função de seu sentido diretor, compreendido como conceito universal, o que acarreta sérias consequências no âmbito modal e implica um avanço rumo a uma teoria ontológica da identidade.
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Referências
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