Lógica e ontologia: o princípio de identidade pensado a partir da ontologia realista de Markus Gabriel

Conteúdo do artigo principal

Roberto Guevara-Sánchez
https://orcid.org/0009-0001-8528-5679

Resumo

Este artigo propõe uma revisão crítica do problema filosófico da identidade entre um sistema lógico-formal e a ontologia – entendida como a disciplina filosófica encarregada de questionar o significado da existência – para propor as implicações modais da ontologia realista dos campos de sentido de Markus Gabriel como a opção teórica mais plausível para esse problema. Parte-se, inicialmente, da posição negativa quanto à impossibilidade de uma identidade absoluta sem um trabalho prévio de interpretação de ordem semântica. O artigo propõe revisar criticamente os sistemas ontológicos que se identificam com sistemas lógico-formais, como a ontologia de Alain Badiou, para argumentar por que não conseguem realizar de maneira plausível tal identidade; em seguida, adota-se a posição positiva da possível identidade entre lógica e ontologia com base na ontologia dos campos de sentido, que traça o caminho para uma teoria ontológica da identidade ao interpretar, semântica e ontologicamente, o princípio de identidade. Essa ontologia propõe que os objetos se apresentem sob a forma lógica das descrições, de modo que a identidade de um objeto se dá como correspondência entre este, entendido como um particular, e o campo de sentido no qual aparece em função de seu sentido diretor, compreendido como conceito universal, o que acarreta sérias consequências no âmbito modal e implica um avanço rumo a uma teoria ontológica da identidade.

Palavras-chave:
Ontología, Lógica, Campos de sentido, Sentido, Existência, Realismo, Identidade

Detalhes do artigo

Referências

Badiou, Alain. El ser y el acontecimiento. Traducido por Raúl J. Cardeiras, Alejandro A. Carletti y Nilda Prados. 1ª ed. Buenos Aires: Manantial, 2003.

Brassier, Ray. Nihil desencadenado. Editado por Fernando Manjarrés. Traducido por Borja García Bercero. Materia Oscura Editorial, 2017.

Bustamante Zamudio, Guillermo, “Los tres principios de la lógica aristotélica: ¿son del mundo o del hablar?”. Folios, Segunda época, no. 27 (2008): 24-30. Disponible en: http://www.scielo.org.co/pdf/folios/n27/n27a03

Castro Córdoba, Ernesto. Realismo poscontinental: Ontología y epistemología para el siglo XXI. Madrid: Materia Oscura, 2020.

Frápolli, María José y Romero, Esther. Una Aproximación a la Filosofía del Lenguaje. Madrid: Editorial Síntesis, 2007.

Frege, Gottlob. «Sobre sentido y referencia». En Escritos lógico-filosóficos, editado por Ruth Espinosa y Luis Palencia, traducido por Alfonso Gómez-Lobo y Luis Palencia. Colecciones Colihue, 2017.

Gabriel, Markus. Por qué no existe el mundo. Ciudad de México: Océano, 2016.

___. Sentido y existencia. Una ontología realista. 1.a ed. Traducido por Raúl Gabás. Barcelona: Herder, 2017.

Galán Vélez, Francisco Vicente. «El nuevo realismo de Maurizio Ferraris y Markus Gabriel: un análisis crítico». Horizontes Filosóficos, no. 6 (2016): 137-50.

Kripke, Saul. El Nombrar y la Necesidad. Traducido por Margarita M. Valdés. Ciudad de México: Universidad Nacional Autónoma de México, 1995.

Meillassoux, Quentin. Después de la finitud: ensayo sobre la necesidad de la contingencia. Traducido por Margarita Martínez. Buenos Aires: Caja Negra, 2015.

___. Iteration, reiteration, repetition: A speculative analysis of the meaningless sign, Freie Universität, Berlin, p. 25. Trad.: Robin Mackay. Disponible en: http://www.spekulative-poetik.de, 2012.

Russell, Bertrand, “Sobre el Denotar,” Teorema: Revista Internacional de Filosofía 24, no. 3, Centenario de la publicación de "On Denoting" (2005): 153-170.

Santamaría Velasco, Freddy. Hacer Mundos: el Nombrar y la Significatividad. 2ª edición revisada. Bogotá: Siglo del Hombre, 2016.

Stroll, Avrum. La filosofía analítica del siglo XX. Madrid: Siglo XXI, 2002.

Wiehls, David. “El espectro de la inconsistencia: un ensayo de respuesta a la antinomia de la ancestralidad.” Tesis de máster, Universitat de Barcelona, Facultad de Filosofía, 2020.