De A Caverna de Saramago à liquidez de Zygmunt Bauman: Duas metáforas da contemporaneidade na encruzilhada do sentido?
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Resumo
Como parte da investigação doutoral em curso, este escrito apresenta uma leitura filosófica das visões analíticas da contemporaneidade de José Saramago, em sua obra A Caverna, e a de Zygmunt Bauman, a partir das obras do denominado período líquido, tendo como orientação metodológica a hermenêutica gadameriana. O que se pretende é elucidar o caráter particular de alguns dos fenômenos culturais, sociais, emocionais e comportamentais que constituem a experiência contemporânea do mundo (consumismo, debilitação dos laços sociais e afetivos, desregulamentação das instituições que sustentam a sociedade ocidental, hedonismo, relativismo moral e religioso, etc.); tais fenômenos são abordados a partir de uma ótica – a de Saramago – e uma metáfora física – a de Bauman. Todos eles constituem uma encruzilhada acerca do sentido atribuído a ditas dinâmicas, das múltiplas leituras que se fazem das mesmas e dos desafios analíticos, compreensivos e intelectuais que implica o debate em torno da contemporaneidade (pós-modernidade? tardia- modernidade? hipermodernidade?).
