A epistemologia evolucionista e o sentido da verdade em karl popper

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Jesús David Girado Sierra

Resumo

A epistemologia de Karl Popper se converte em uma interessante integração dinâmica entre os conceitos darwinianos de “sobrevivência do mais apto” e o de “seleção natural”, com a compreensão epistemológica da ciência e seu desdobramento metodológico. A partir de tal tese, não só pretende Popper explicar a obtenção do conhecimento comum, como também o processo de depuração do conhecimento científico. Desta maneira, a proposta popperiana de analisar o processo metodológico de seleção de teorias, à luz da tese darwiniana, em termos de competência e resistência, se converte em pressuposto fundamental para a explicação da capacidade probatória dada por via da falsificação ou da contrasteação das teorias com a experiência. À maneira de um organismo esforçando-se no processo de adaptação ao ambiente, deve-se conseguir que as teorias se adaptem cada vez melhor à explicação dos fatos, de tal forma que consigam lançar mais luzes na compreensão dos fenômenos. Pois bem, esta posição biológico-epistemológica contrasta com a perspectiva metafísica da verdade que demonstra ter Popper, tanto que não só a considera em seu sentido objetivo, como a questiona como um ideal real, ainda que paradoxalmente inalcançável.

Palavras-chave:
Epistemologia evolucionista, Verdade, Seleção natural, Adaptação, Capacidade probatória

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