O MAL COMO PRINCÍPIO PSICAGÓGICO NA TRAGÉDIA

Conteúdo do artigo principal

Ethel Junco de Calabrese

Resumo

A obra de Sófocles mostra a dor humana derivada de um mal sem presença direta de culpa. No confronto histórico do cenário político ateniense, a apresentação do conflito trágico se opõe à onipotência ilustrada: o insondável do divino é o sesgo tradicional de Sófocles e sua proclamação de antimodernidade. O "não entender" é o emblema do silêncio ante o limite da razão natural. Diante da sofística, que move o paradigma divino, a vigência preponderante dos deuses na obra de Sófocles implica uma afirmação. Não só seu aparecimento, mas a forma de manifestar-se é própria da reinstauração tradicional que propõe nosso autor. Conhecer o divino não está no homem, porque não é próprio do divino ser conhecido compreensivamente com uma medida menor que a sua. Aqui se joga a realidade do saber e a aparência relativa ao saber. Com esta intenção interpretativa sobre o texto, destacaremos o modo do aparecimento do mal e suas consequências na obra Édipo Rei, de Sófocles, como canal escolhido pelos deuses (Zeus-Apolo) para propender o desenvolvimento da natureza do herói.

Palavras-chave:
Tragédia, Mal, Culpa, Conhecimento, Mistério

Detalhes do artigo

Biografia do Autor

Ethel Junco de Calabrese, Universidad Panamericana, Universidad Panamericana

Licenciada en Letras Clásicas por la Universidad Nacional de Mar del Plata, Argentina, Doctora en Letras por la Universidad del Salvador, Argentina, y Doctora en Filosofía por la Universidad de Barcelona, España. Actualmente es profesora investigadora del Departamento de Filosofía de la Universidad Panamericana, Campus Aguascalientes, México.

Referências

Cardona, C. Metafísica del bien y del mal. Pamplona: EUNSA, 1987.

Festugière, A.J. La esencia de la tragedia griega. Barcelona: Ariel, 1986.

Homero. Odisea. Trad. José Manel Pabón. Madrid: Gredos, 1993.

Jaeger, W. Paideia: Los ideales de la cultura griega. México: FCE., 1962.

Lesky A. Historia de la literatura griega. Madrid: Gredos, 1976.

Pohlenz, M. L'uomo greco. Bompiani: Milano, 2006.

Reale, G. Il pensiero antico, vita e pensiero. Milano: Rizzoli, 2001.

Rohde, E. Psique: la idea del alma y la inmortalidad entre los griegos. México: FCE, 2006.

Schlesinger, E. El Edipo Rey de Sófocles. La Plata: Univ. Nac. de La Plata, 1950.

Sertillanges, A.,D. Le problème du mal, L'Histoire. Paris: Aubier, 1984.

Sófocles. Tragedias, Introducción de José Lasso de la Vega. Traducción y notas de Assela Alamillo. Madrid: Gredos, 1986.

Sophoclis. Fabulae, recognovit brevique adnotatione critica instruxit A.C. Pearson. London: Oxford University Press, 1924.

Von Balthasar, H. Gloria, Una estética religiosa. Madrid: Ed. Encuentro, 1987.

Webster, T. B. L. An Introduction to Sophocles, Oxford, 1963.