O MAL COMO PRINCÍPIO PSICAGÓGICO NA TRAGÉDIA
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Resumo
A obra de Sófocles mostra a dor humana derivada de um mal sem presença direta de culpa. No confronto histórico do cenário político ateniense, a apresentação do conflito trágico se opõe à onipotência ilustrada: o insondável do divino é o sesgo tradicional de Sófocles e sua proclamação de antimodernidade. O "não entender" é o emblema do silêncio ante o limite da razão natural. Diante da sofística, que move o paradigma divino, a vigência preponderante dos deuses na obra de Sófocles implica uma afirmação. Não só seu aparecimento, mas a forma de manifestar-se é própria da reinstauração tradicional que propõe nosso autor. Conhecer o divino não está no homem, porque não é próprio do divino ser conhecido compreensivamente com uma medida menor que a sua. Aqui se joga a realidade do saber e a aparência relativa ao saber. Com esta intenção interpretativa sobre o texto, destacaremos o modo do aparecimento do mal e suas consequências na obra Édipo Rei, de Sófocles, como canal escolhido pelos deuses (Zeus-Apolo) para propender o desenvolvimento da natureza do herói.
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Referências
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