Segurança humana: segurança do desenvolvimento e avaliação das ameaças no século XXI
Conteúdo do artigo principal
Resumo
Embora seja difícil encontrar argumentos contra a ideia de que o desenvolvimento do indivíduo passa por um conjunto de relações ideais com o Estado; o meio ambiente; as instituições e os sistemas políticos e culturais, abordar essas relações sob o enfoque da segurança é ainda mais problemático. Este artigo não faz parte dos muitos outros que debatem o conceito de segurança humana, e sim avalia as formas como a Segurança Humana pode se tornar um veículo eficaz para proteger o indivíduo contras as ameaças deste século. Argumenta-se que como paradigma, o discurso da segurança humana tem reforçado ao invés de desafiar os modelos políticos tradicionais sobre os temas de segurança, entretanto, pode ser entendido como uma ferramenta com a capacidade de expandir o quadro conceptual a partir do qual se avaliam as ameaças; priorizam-se ações políticas e identificam-se as fontes de vulnerabilidade e resiliência em situações de conflito e transição. Finalmente, propõe-se um quadro de ação para a Segurança Humana desde o ponto de vista da capacidade de grupos humanos para avaliar, lidar e mitigar ameaças e vulnerabilidades, facilitando sua operacionalização e melhorando seu alcance em diferentes contextos sociais.
Detalhes do artigo
Referências
Barnet, R. J. (1981). Real security : Restoring American Power in a Dangerous Decade. New York: Simon and Schuster.
Chandler, D. (2008). Human Security: the dog that didn’t bark. Security Dialogue, 39(4), 427-438.
Dependencia de Seguridad Humana. (2009). Teoría y práctica de la Seguridad Humana. Nueva York: Naciones Unidas.
Dréze, J., & Sen, A. (1989). Hunger and Public Action. Oxford: Clarendon Press.
Fondo Fiduciario de las Naciones Unidas. (2015). La seguridad humana en las Naciones Unidas. Nueva York: Naciones Unidas.
Gasper, D. (2010). The Idea of Human Security. In A. L. Karen O’Brien, Climate Change, Ethics and Human Security (p. Capítulo 2). Cambridge: Cambridge University Press.
Hafterdorn, H. (1991). The Security Puzzle: Theory-Building and Discipline-Building in International Security. International Studies Quarterly (35), 3-17.
ICISS. (2001). The Responsibility to protect. International Commission on Intervention and State Sovereignty. Ottawa: International Development Research center.
INFODEV, The World Bank. (2013, junio). The Role of Information and Communica- tion Technologies in Post-Conflict Reconstruction. Retrieved from www.infodev.org: www.infodev.org/postconflict
Jolly, R., & Basu, R. (2007). Human Security- National Perspectives on Global Agendas: Insights from National Human Development Reports. Journal of International De- velopment, 457-472.
Leaning, J., & Arie, S. (2000). Human Security: A Framework for Assessment In Conflict and Transition. CERTI.
Liotta, P., & Owen, T. (2006). Why Human Security. The Whitehead Journal of Diplomacy and International Relations, 7(1), 37-55.
MacFarlane, S. a. (2006). Human security and the UN; a critical history. Indianapolis: Indiana University Press.
Mikailof, S., Kostner, M., & Devictor, X. (2002, Abril). World Bank. Retrieved from www. worldbank.org/afr/wps/wp30.pdf
Newman, E. (2010). Critical Human Security Studies. Review of International Studies, 77-94.
Niño, J. J., & Devia, C. (2015). Inversión en el Post Conflicto: Fortalecimiento Institu- cional y Reconstrucción del Capital Social. Revista de Relaciones Internacionales, Estrategia y Seguridad, 10(1), 203-224.
Perez, K. (2006). El concepto y el uso de la seguridad humana: análisis crítico de sus potencialidades y riesgos. Revista CIDOB d’Afers Internacionals (76), 59-77.
Rothschild, E. (1995). What is Security? The Quest for World Order. Dædulus. The Jour- nal of the American Academy of Arts and Sciences (124), 53-98.
Webb, P. (2000). Drawing Lines in Water: The Challenge of Vulnerability Analysis in De- veloping Countries. Fletcher Forum of World Affairs, 24(I), 33-46.